ASSALTANTES, EM UMA MOTO E DE CAPACETE, APONTAM ARMA PARA ADOLESCENTE E TOMAM CELULAR NA ‘RUA DE GERALDO LUIZ’
 
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Diante da violência que avança para o interior do país e cresce em cidades menores, não se sabe se é mais seguro morar em uma cidade grande ou em uma cidadezinha no interior do Brasil.
Um assalto a mão armada ocorrido no início da noite da última terça-feira (19) na pequenina Juru, cidade localizada no Sertão da Paraíba, contraria o senso comum que diz que quanto menor o município, maior é a sensação de segurança. Pois, dados recentes revelam uma migração da violência para o interior do Estado, com crescimento que mostra outra realidade.
Nessas cidades, onde sequer tem um delegado ou uma equipe de policiais civis,  o acréscimo da violência muitas vezes acontece por conta da falta de aparato técnico policial para exercer o controle mais qualificado.
Contudo, algumas das razões para a expansão de violência no país, que atinge não apenas as grandes cidades, mas o interior, se dá principalmente por conta da crise econômica interminável, o recrudescimento da violência política e a falta de oportunidade de trabalho que leva muitos jovens a consumir drogas.
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O caso de Juru aconteceu ainda no início da noite, por volta das 19h00, quando dois indivíduos com capacete na cabeça, em uma motocicleta, anunciaram o assalto e subtraíram um aparelho celular de J.V.G., de 16 anos, que, juntamente com outro adolescente, encontrava-se sentado no meio-fio da Travessa João Silvério da Silva, nas proximidades da Igreja São Sebastião, mais precisamente entre as residências da enfermeira Elisângela Ferreira e do ex-prefeito Geraldo Luiz.
Ali, todas as noites, crianças e vários adolescentes costumavam sentar para acessar a internet da casa do ex-prefeito. Após a notícia do assalto a mão armada, provavelmente um revólver, desde então estes se ausentaram do local com medo de também se tornarem vítimas desse tipo de ação criminosa.   
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De acordo com informações do sr. Inocêncio Gomes, mais conhecido como ‘Pelé’, pai do adolescente assaltado, o seu filho teria chegado em casa correndo e ainda “tremendo de medo” pelo fato de um dos assaltantes ter “apontado um revólver para sua cabeça, ameaçando atirar se ele não entregasse o celular adquirido por R$ 800,00”. 
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A notícia do assalto ocorrido na ‘Rua de Geraldo Luiz’ não afastou apenas os adolescentes em busca de sinal da internet e amedrontou a criançada que costumava brincar nas calçadas, mas também deixou os moradores apreensivos com a falta de segurança em uma das ruas mais tranquilas da cidade.   
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