O caso brutal de estupro coletivo e assassinato de uma menina de oito anos na Índia está causando comoção mundial. O crime aconteceu em janeiro deste ano, mas ganhou repercussão na imprensa internacional somente nos últimos dias.

Moradores de Rassana, vilarejo próximo à Caxemira, na Índia, encontraram no dia 17 de janeiro o corpo de uma menina de oito anos em meio a arbustos. Asifa Bano havia sido sequestrada, estuprada e assassinada porque pertencia a uma comunidade nômade muçulmana, e opositores queriam que essa comunidade saísse da aldeia. As informações são dos sites “BBC”, “Independent” e “Washington Post”.

O crime chocou a comunidade, expondo tensões entre a maioria hindu em Jammu e o vale da Caxemira com maioria muçulmana. O vale da Caxemira tem uma relação tumultuada com a Índia – existe uma revolta armada na região contra o domínio indiano desde 1989.

Segundo investigadores do caso, Asifa foi confinada em um templo local por vários dias e recebeu sedativos que a mantiveram inconsciente. A acusação alega que ela foi “estuprada, torturada e finalmente assassinada”. Após os estupros coletivos, a menina foi estrangulada até a morte. Depois ainda bateram em sua cabeça duas vezes com uma pedra.

De acordo com investigações reveladas à imprensa estrangeira, Sanji Ram, um policial aposentado de 60 anos, supostamente planejou o crime com a ajuda dos policiais Surender Verma, Anand Dutta, Tilak Raj e Khajuria, que estupravam a menina.

O caso gerou protestos que se espalharam por grande parte do país. A morte de Asifa também abalou a Assembleia Legislativa do estado da Caxemira. Semanas depois de o corpo da garota ser encontrado, os legisladores ainda questionaram o comportamento da polícia nos dias após o desaparecimento de Asifa: a polícia esperou dois dias para apresentar um relatório sobre o desaparecimento da menina e alertou os jornais sobre a morte somente tempos depois.

Fonte: Bol Notícias