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O aumento da informalidade no mercado de trabalho —impulsionada pela reforma trabalhista— derrubou a renda dos brasileiros; sem carteira assinada, as famílias não têm confiança para voltar a consumir, o que deve comprometer o resultado do PIB brasileiro; segundo especialistas, a renda média dos sem carteira e de pequenos empreendedores é de metade da renda dos formais, já descontada a inflação; com Michel Temer, em 2017, foram criadas 1,8 milhão de vagas— todas no setor informal; com carteira, 685 mil vagas foram perdidas; consumo atingiu o pico da série histórica entre 2011 e 2014, no governo Dilma Rousseff, quando a proporção de trabalhadores com carteira assinada na população ocupada também esteve no teto histórico, ao redor de 45%.

247 – A “recuperação” do mercado de trabalho puxada pelo emprego informal, sem carteira assinada, não dá segurança para as famílias voltarem a consumir com força e pode comprometer a retomada.

Para especialistas, a conclusão se ancora no cruzamento de dados. Em 2017, foram criadas 1,8 milhão de vagas— todas no setor informal. Com carteira, 685 mil vagas foram perdidas.

Também conta a renda média dos sem carteira e de pequenos empreendedores, metade da renda dos formais, já descontada a inflação.

Estudo da consultoria de Affonso Celso Pastore, ex-presidente do Banco Central, busca entender por que projeções de consumo vinham negligenciando esse efeito.

A equipe de Pastore considera revisar a projeção de crescimento para 2018, ainda em 3%. A expectativa é que fique próxima de 2,5%.

O melhor comportamento do varejo em 2017, avalia-se hoje, pode ter sido provocado pela liberação de R$ 44 bilhões do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), pois parte foi para compras.

O sinal de alerta veio com o desempenho pífio do consumo das famílias nos últimos três meses do ano. Com 65% do PIB (Produto Interno Bruto), o consumo determina o que ocorre na economia.

As informações são de reportagem de Flavia Lima na Folha de S.Paulo.

Brasil 247