Agência Brasil

Uma mudança no estatuto da Petrobras pode impedir a concessão de subsídios aos preços dos combustíveis; a estatal colocou em seu estatuto artigos que obrigam o governo a ressarcir a empresa em caso de prejuízos com a concessão de subsídios ou com investimentos de interesse público; na prática, a mudança pode ser um obstáculo para a volta do subsídio ao gás de cozinha, cujo preço disparou no último ano, após a entrada em vigor da nova política de preços de Pedro Parente; mais uma vez, os brasileiros mais pobres pagarão a conta; pelas novas regras, se quiser forçar a Petrobras a práticas preços mais baixos, a União terá de ressarcir anualmente a empresa pelos prejuízos causados.

Mais um golpe para os brasileiros mais pobres.

A Petrobras colocou em seu estatuto artigos que obrigam o governo a ressarcir a empresa em caso de prejuízos com a concessão de subsídios aos preços dos combustíveis ou com investimentos de interesse público.

Ou seja: na prática, a mudança pode ser um obstáculo para a volta do subsídio ao gás de cozinha, cujo preço disparou no último ano, após a entrada em vigor da nova política de preços de Pedro Parente.

Oficialmente, a medida tenta blindar a política de preços da companhia, que prevê a venda dos produtos com preços acima do mercado internacional, e evitar o seu uso político para realizar investimentos.

A empresa avalia que ter as regras no estatuto torna mais difícil que sejam derrubadas por governos futuros, já que mudanças desse tipo dependem de aprovação em assembleia de acionistas.

As informações são de reportagem de Nicola Pamplona na Folha de S.Paulo.

Brasil 247