“Mamãe, levante e vá se lavar que está saindo sangue”, exclamou uma garotinha de três anos para o corpo de Aylla Duarte da Silva Mariano, de 19 anos, que já estava sem vida na calçada de casa.

Ela e a irmã, de apenas dois anos, testemunharam o assassinato da própria mãe em frente à residência onde moravam, no bairro Estação Velha, na Zona Sul de Campina Grande.

De acordo com a delegada de Homicídios de Campina Grande, Suelane Guimarães, o homem que matou Aylla estava a pé e não se intimidou com a presença de pessoas na rua. “A vítima estava de cabeça baixa, mexendo no celular, e não notou a aproximação do executor, que efetuou dois tiros na cabeça dela, colocou o revólver na cintura e saiu andando tranquilamente. A filha mais nova ficou paralisada, em choque, com a cena que tinha acabado de presenciar”, contou.  Desde o ocorrido, as crianças estão sob os cuidados da avó materna.

Segundo informações da Polícia Civil, Aylla cumpria pena em prisão domiciliar, por tráfico de drogas, e usava tornozeleira eletrônica. “Ela tinha sido presa ao tentar entrar com drogas no presídio do Serrotão, onde o marido e pai das filhas dela está preso. Além disso, era usuária de drogas. Trabalhamos com a tese de execução motivada por dívida de drogas”, revelou a delegada.

Ninguém foi preso até o fechamento desta matéria.

 

Fonte: portalcorreio