“Um transatlântico de luxo, o S.S. Poseidon, é atingido na véspera de Ano Novo por uma onda gigantesca, fazendo-o virar de cabeça para baixo. Um grupo de sobreviventes que está em um salão de baile de um convés superior (mas que depois de virar, fica abaixo da linha d’água) tenta escapar da embarcação liderados pelo reverendo Frank Scott. Para isso, devem chegar à casa de máquinas que se localiza no casco do navio (que agora está acima da linha d’água), e durante o percurso acabam enfrentando muitos perigos no navio instável que pode afundar a qualquer momento”.

Essa é a sinopse do filme “O destino do Poseidon”, a metáfora perfeita para a situação atual do governo Temer, que, atingido por várias ondas gigantescas virou de cabeça para baixo e seus ocupantes, de todas as classes, enfrentam muitos perigos no navio instável que pode afundar a qualquer momento.

Os sinais de que o naufrágio está próximo são cada vez mais claros. Nem falo de seu vergonhoso e indigente périplo pelos domínios de Silvio Santos e  de Ratinho, coisa que capitão de transatlântico só cogita fazer em estado de completo delírio.

Falo, isto sim, de suas relações com o mar. Mais precisamente com a Rodrimar, a empresa do porto de Santos, foco da terceira denúncia que está em gestação, com participação ativa de Rodrigo Rocha Loures, o homem de confiança do presidente.

Está claro que seria uma aberração iniciar mais um processo de corrupção, especialmente num ano tão atípico e propenso a crises como esse.

O mais sensato seria Temer deixar o leme por vontade própria, antes que o barco afunde de vez, alegando motivos de (falta) de saúde, e, em vez de ser jogado aos tubarões, tal como merece, ganhar uma boia salvadora para flutuar no ostracismo por todo o sempre, em qualquer lugar que deseje, mas bem distante de Brasília.

Caso contrário, corre o risco de morrer afogado por culpa das suas barbeiragens.