Segunda-feira, feriado, dia de natal, dia do restdonté, de comer a sobra da noite festiva de ontem, as famílias se juntando de novo para nova rodada de comes e bebes e assim caminha a humanidade para mais um final de ano e início de outro, uns morrendo no caminho, outros ficando velhos e imprestáveis, outros ainda achando que a eternidade é uma conquista e eu aqui, levando ferroada das muriçocas do canal de Luciano Cartaxo, de madrugada, sem sono, como acontece com todos os velhos acostumados a dormir cedo demais e acordar no meio da noite.
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Passando a vista pelo Facebook, vejo gente vestida de branco, tomando vinho e comendo chester. Vejo ainda o sujeito tirando o carro do estacionamento, todo enfatiotado, com cara de quem comeu, gostou e quer comer mais. Muita festa, repito, mas nenhuma referência ao homenageado da data.
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E a falta de assunto nos portais e blogs. Teve um portal que desenterrou o caso de Fabiola e do gordinho da saveiro. Vocês se lembram. Fabiola, casada, foi flagrada pelo marido saindo de um motel com um gordinho safado e tarado, dono de uma saveiro. Segundo a notícia, o gordinho foi perdoado pela esposa chifrada e ambos os dois viajaram em lua de mel. Fabiola perdeu o marido e o amante. E o corno foi dar chifradas em pés de bananeiras.
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Informa outro portal que Zé Maranhão tem metade da chapa formada. Ou seja, ele para governador e Lira para o Senado. O vice e o outro senador ainda são desconhecidos, mas Zé promete muitas surpresas para 2018.
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Enquanto isso, o calor reina. É quentura demais, minha gente. Dizem que esse abafado é prenúncio de chuvas. Ontem ainda deu umas chuviscadas aqui por João Pessoa. Mas em São José de Princesa caiu o maior toró. Aliás, quando chove bem em São José de Princesa, é sinal de bom inverno no sertão. Tomara que sim. O povo sertanejo gosta de chuva, de roça, de milho verde, de feijão de corda e de peixe pescado nos açudes.
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Fui convidado, mas infelizmente não deu para ir a Princesa ver a festa da esposa de Aledson Moura, que aniversariou sábado. Deu gente com força. Até o presidente da Assembléia, Gervásio Maia, compareceu.
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O ministro Gilmar Mendes mandou investigar um áudio onde um juiz do Rio de Janeiro diz que ele teria recebido propina para soltar Garotinho.
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Isso é uma calúnia.
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Gilmar é um homem sério.
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Mais sério do que Frei Damião.
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Os nossos políticos, paraibanos, envolvidos na Lava Jato são fraquinhos. Tôco de 800 mil é um nada perto dos 50 milhões de Aécio Never.
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Mais tarde, se der, eu volto. Se não voltar é porque não deu.