Estado de terra arrasada. É o retrato do município de Nazarezinho, no Sertão paraibano.

A cidade, governada pelo prefeito cassado Salvan Mendes (PR), tem vivido com o comércio e as repartições públicas em ponto morto devido aos vários meses de atrasos em salários e pagamentos a fornecedores da gestão municipal.

Ignorando o preceito básico de que político é empregado do povo, Salvan tem dado sinais de se servir frequentemente dos cofres públicos.

Já condenado em primeira instância a perder o mandato, tem encontrado polpudos recursos para pagar caríssimos escritórios de advocacia em João Pessoa, se mantendo no cargo pendurado em chicanas procrastinatórias.

Afastado em fevereiro deste ano pela justiça local, mas devolvido ao cargo até o trânsito em julgado do seu processo no TRE, o prefeito se reelegeu na última contenda para o seu quarto mandato, com apenas sete votos de diferença. O resultado, segundo analistas políticos locais, foi um indício do fim de um ciclo coronelista em cidades como Nazarezinho.

Por fim, há um aspecto folclórico nessa realidade: a ação que cassou Salvan Mendes está sendo intitulada como “A Triste Partida”, em homenagem a imortal canção de Patativa do Assaré, interpretada por Luiz Gonzaga.

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