Anderson Costa 

Manhattan passou por momentos de caos em plena festividade de Halloween depois que uma caminhonete atropelar várias pessoas que circulavam por uma ciclovia movimentada no bairro de Tribeca nesta terça-feira. O prefeito de Nova York, Bill De Blasio, confirmou que pelo menos oito pessoas morreram e 15 ficaram feridos e classificou o atropelamento em massa que aconteceu na tarde desta terça-feira, 31 de outubro, como um atentado terrorista.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lamentou a tragédia, e disse que foi um ato cometido por uma pessoa “doente e perturbada”, publicou em seu Twitter.  O FBI também trabalha com a hipótese de um ataque à cidade. Segundo o jornal The NY Times, dois policiais afirmaram que após o ataque o homem saiu do veículo e gritou: “Allahu Akbar”, árabe para “Deus é grande”

O atropelamento coletivo aconteceu na interseção das ruas West e Chambers após 15h locais (17h de Brasília). O número de mortos pode ser maior tendo em conta a quantidade de feridos. A polícia de Nova York também deteve mais de uma pessoa, que provavelmente seria o motorista do veículo que protagonizou o atropelamento.

“Um veículo entrou na ciclovia e na calçada e atropelou várias pessoas no caminho. Há várias vítimas mortais e numerosas pessoas feridas. O veículo continuou no caminho na direção sul até de chocar com outro veículo. O suspeito saiu do veículo com armas falsas e foi alvejado pela polícia”, explicou em vários tuítes o departamento de polícia da cidade.

Testemunhas falam que foram escutados vários disparos. As circunstâncias do atentado ainda não estão claras. Como medida de precaução, o trânsito na área foi bloqueado e os colégios fecharam com os estudantes dentro. O lugar do incidente se encontra a poucos quarteirões da Prefeitura de Nova York e do World Trade Center.

Roberto Crivello, que esperava a filha de sete anos no colégio, estava no local. “Assusta que tenha acontecido perto da escola de minha filha”, disse ao EL PAÍS. Tawhid Kabir, estudante, também estava próximo do lugar do atropelamento no momento e afirma que o motorista carregava nas mãos algo parecido com armas. Depois foram ouvidos vários disparos.

Outra testemunha afirmou ao canal local NY1 que viu o suspeito correndo perto de uma intersecção, escutou cinco ou seis disparos e viu cerca de “cem policiais” ocuparem os arredores. “Vi que havia algo em suas mãos, mas não sabia o que era. Disseram que era uma pistola. A polícia disparou, todo o mundo começou a correr e tudo se transformou em uma loucura. Olhei outra vez e a pessoa estava no chão “, explicou.

O acontecimento guarda similitudes com o que ocorreu em maio passado, quando um condutor atropelou na Times Square, o epicentro turístico de Nova York, 23 pessoas, uma das quais morreu— o caso, entretanto, não é tratado como um ataque terrorista.