A bela advogada, viúva e suspeita de associação com traficantes, é novamente presa

A vida da advogada Ana Paula da Silva Nelson é, no mínimo, intrigante, com muitos percalços, o assassinato do marido, denúncias de inúmeras práticas criminosas e prisão.
Casada com o policial civil Iriano Serafim Feitosa, o casal foi pego numa emboscada, em fevereiro de 2016. O crime foi cometido por um outro policial, que deve ir a julgamento brevemente.
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Iriano não suportou os tiros e morreu. Ana Paula, mesmo baleada, conseguiu sobreviver.
Em setembro de 2016, a advogada foi presa, durante a Operação Medellin realizada em Natal (RN).
Segundo a polícia, foi constatado a participação de Ana Paula numa organização criminosa envolvida com o Sindicato do Crime, o grupo que comandou em julho de 2016, inúmeros ataques no Rio Grande do Norte.
Quando da sua prisão, Ana Paula declarou: ‘Eu fui presa pela banda podre da Polícia Civil do Rio Grande do Norte, pelos inimigos do meu marido. Isso porque eu sei que há corrupção dentro da polícia. Estou presa injustamente por perseguição policial. O objetivo é me humilhar, me calar, mas não vão conseguir’.
Ultimamente, a advogada estava em liberdade provisória, mas nesta quinta-feira (8), por suposto descumprimento das exigências impostas pela Justiça, ela foi novamente presa.
De acordo com o magistrado que determinou a nova prisão de Ana Paula, ela teria se ausentado de Natal sem autorização da Justiça. No mesmo despacho, o juiz Kennedi de Oliveira Braga, da 9ª Vara Criminal de Natal, relata que a advogada entrou em um presídio usando um celular e ainda acabou destratando, com palavras ofensivas, dois agentes penitenciários.
A OAB saiu em defesa da advogada. No entendimento da entidade, a prisão é ilegal, feita no momento em que ela estava no pleno exercício de sua profissão.
De qualquer forma, Ana Paula está prestes a ser denunciada pelo Ministério Público por participação nos crimes de facilitação de fugas, falsidade ideológica, falsidade material, tráfico de influência e organização criminosa.
Otto Dantas
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