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Após afrouxar a cobrança de dívidas de grandes empresas e produtores rurais para garantir os votos necessários para rejeitar a segunda denúncia contra Michel Temer, o governo agora se prepara para cobrir o rombo ampliando a autuação de pequenas e médias empresas; autuações devem chegar a 30 mil somente em 2017, o dobro do registrado em 2016, com potencial de arrecadar até R$ 600 milhões; em agosto, porém, uma medida provisória abriu mão de mais de R$ 10 bilhões em arrecadação de produtores rurais, graças ao lobby da bancada ruralista no Congresso.

Após afrouxar a cobrança das empresas com dívidas junto ao Fisco, permitindo que as empresas com dívidas de até R$ 15 milhões tenham condições mais favoráveis no Refis e com isso garantir os votos necessários para rejeitar a segunda denúncia contra Michel Temer, o governo agora se prepara para cobrir o rombo ampliando a autuação de pequenas e médias empresas. Em agosto, o governo federal promulgou medida provisória abrindo mão de mais de R$ 10 bilhões em arrecadação como benefício aos produtores rurais, graças ao lobby da bancada ruralista no Congresso.

De acordo com o subsecretário de Fiscalização da Receita Federal, Iágaro Jung Martins, as autuações de empresas de menor porte devem chegar a 30 mil somente neste exercido, o dobro das autuações registradas em 2016.

“A fiscalização está preocupada com os tubarões, mas temos que ter estratégia em relação aos pequenos. As pequenas empresas sonegam mais e contestam menos o Fisco. Desenvolvemos uma fiscalização de alta performance para as empresas menores que equivale a uma malha da fina para as pequenas e médias”, justificou Martins.

Segundo a Receita, foram identificadas 25.097 pessoas jurídicas optantes pelo Simples, que teriam omitido o valor real de suas receitas brutas visando pagar menos impostos. A Receita afirma que a sonegação destas empresas chega a R$ 600 milhões.

Brasil 247