Barros_Agência Brasil

Para o ministro da Saúde, Ricardo Barros, o Brasil tem hospitais demais; em evento nesta quarta em São Paulo, Barros diz que “não há moral para pedir mais recursos para a Saúde”; o ministro ignora as filas nos hospitais e a precariedade das unidades de atendimento básico; no entanto, o ministro reconhece que o programa Mais Médicos, implantado por Dilma Rousseff foi um acerto: “Temos 18 mil médicos ao custo de R$ 3 bilhões/ano”, disse Barros.

O sistema de saúde no Brasil poderia funcionar com um quinto dos hospitais disponíveis, segundo o ministro da Saúde, Ricardo Barros. Em evento em São Paulo, Barros disse que “é preciso tirar dos hospitais os pacientes que não precisam de cuidados emergenciais”. Para Barros, o governo federal tem cumprido o papel de financiar metade dos custos com a saúde, mas há desequilíbrio na distribuição do dinheiro público“.

Para o ministro, o problema do sistema de saúde é de gestão e por isso, “não há moral para pedir mais recursos”. Segundo ele, seriam necessários apenas 1500 dos atuais 7500 hospitais. Para o ministro, estruturas como hospital-dia e programas como o Saúde da Família são provas que é possível diminuir leitos. Ainda de acordo com a visão canhestra do ministro, as unidades básicas de saúde são “moedas de troca” dos prefeitos. “As unidades ficam prontas e as prefeituras não tem como operá-las”.

De acordo com Barros, “a saúde no Brasil é ideologizada”. Todo mundo reclama que a Saúde é ruim, mas ninguém quer mudar. No entanto, Barros admite que o Programa Mais Médicos foi um acerto: “O programa conta com 18 mil médicos ao custo de 3 bilhões de reais por ano e essa atenção básica resolve 80% dos problemas. O programa é um acerto”, disse Barros.

Brasil 247