O secretário de cultura da Paraíba, Lau Siqueira em entrevista nessa quarta (14) ao Master News conta sobre incentivos ao turismo na conexão Buenos Aires e João Pessoa e o polêmico São João “de Barretos” em Campina Grande.

Origem popular do tango, uma dança marginalizada, o nordestino que lida com o forró compreende muito bem o tango.

 Piriah

Segundo Lau, a revista foi batizada de Piriah pois é assim que as comunidades ciganas de Sousa chamam caminhante. Como o objetivo da revista é mostrar aspectos da cultura na Paraíba e para isso vai percorrer o estado para mostrar isso nas suas edições.

Lau comenta que quando assumiu a pasta estava numa condição desfavorável: “Assumi dentro de uma recessão terrível. Assumi num tempo de vacas anoréxicas, ficou muito complicado gastar muito dinheiro em um evento. O governador tem optado por arrochar, mas revolvemos focar mais em politicas públicas.”. Mesmo assim o secretário disse que não se pode focalizar as ações de incentivo a cultura: “Se para nós tá ruim, em Carrapateira tá pior. Mas a pasta está enxuta, não vanmos deixar nenhuma herança maldita”.

segundo semestre 12 conferências livres plano estadual de cultura, que tipo de plano cultural teremos para os próximos dez anos.

São João Sertanejo

Sobre a polêmica da programação “sertaneja” em Campina Grande, Lau lamenta que em mais locais tem sido assim: “Não é só Campina, em outras cidades também. Eu fico com Elba, o forrozeiro não vai cantar em Barretos. Há uma profunda desvalorização do que é nosso, não só em relação a comida. Em eventos assim às vezes você encontra até comida japonesa e não encontra uma pamonha”.

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O secretário também frisa sobre outro aspecto importante na realização de uma festa desse porte: a economia. Os grandes shows que vem para o estado e recebem cachês altos, não deixam na cidade nenhum tipo de incentivo econômico. O grupo  local que se apresenta, acaba dando um retorno financeiro, pois gasta seu cachê na própria cidade. Lau é enfático e diz que se trata de um atentado “não só a identidade cultural, mas também a economia”. Ele não se diz contra o sertanejo e afirma que há lugar para todos, mas alerta: “diversidade é interessante, mas o que está havendo é a exclusão do forró”.

 

 

Fonte: Polêmica Paraíba