Temer desafia o Brasil_ se quiserem, me derrubem

Rejeitado por 92% dos brasileiros, Michel Temer virou um trambolho para o País; depois de conspirar contra a presidente legítima Dilma Rousseff, usurpar o poder e ser flagrado cometendo vários crimes, pelos quais será denunciado pela Procuradoria-Geral da República, ele diz que não renuncia; em entrevista, Temer diz que não vai sair do poder; “Se quiserem, me derrubem”, desafia; o peemedebista disse ainda que recebeu Joesley Batista sem saber que o empresário era investigado; Temer insinuou também que o PSDB é seu refém e não conseguirá se libertar dele, reiterando que o apoio dos tucanos segue até 2018; sobre Rodrigo Rocha Loures, flagrado recebendo uma mala de R$ 500 mil em nome dele, Temer avaliou que ele é de “boa índole”.

Gravado por Joesley Batista avalizando o pagamento pelo silêncio de Eduardo Cunha, Michel Temer nega o óbvio: que a crise se instalou em seu governo.

Em entrevista a Fabio Zanini, Daniela Lima e Marina Dias na Folha de S.Paulo, o peemedebista, rejeitado por 92% dos brasileiros, desafia a população e diz que não sai do cargo.

“Agora, mantenho a serenidade, especialmente na medida em que eu disse: eu não vou renunciar. Se quiserem, me derrubem, porque, se eu renuncio, é uma declaração de culpa.”

Apesar do extenso noticiário sobre as operações Carne Fraca e Cui Bono, em que Joesley Batista é citado, Temer disse que desconhecia que o empresário estivesse sendo investigado.

Apesar das várias décadas de articulação política, ele diz que agiu com ingenuidade ao receber Joesley na residência oficial, tarde da noite, e sem registro público da agenda, como manda a lei.

“Ingenuidade. Fui ingênuo ao receber uma pessoa naquele momento.”

Temer demonstrou ainda que tem o PSDB como refém. Questionado sobre até quando dura o apoio dos tucanos, ele não titubeou: “Até 31/12 de 2018.”

Temer disse ainda que Rodrigo Rocha Loures, flagrado recebendo uma mala de R$ 500 mil em nome dele, é de “boa índole”.

Sobre Rodrigo Rocha Loures, flagrado recebendo uma mala de R$ 500 mil em nome dele, Temer avaliou que ele é de “boa índole”

“Ele é um homem, coitado, ele é de boa índole, de muito boa índole. Eu o conheci como deputado, depois foi para o meu gabinete na Vice-Presidência, depois me acompanhou na Presidência, mas um homem de muito boa índole.”

Brasil 247