A falsa vítima. Existe sim, não se espantem. É aquela que se faz de coitadinha para ganhar a piedade alheia. Chora, se joga no chão, mostra a face sofredora, até lágrimas derrama, mas tudo é falso. O coração da falsa vítima está cheio de ódio. Ela é capaz de tudo, até de matar.

Conheço esse tipo de gente. Aliás, todo mundo conhece. Mas mesmo conhecendo, tem quem se emocione e se solidarize com as lágrimas de crocodilo.

Na maioria das vezes, alimenta desejo de vingança. E esse desejo lhe consome o que restou da alma. Dorme e acorda pensando no mal que pode fazer ao objeto do seu ódio. E de tanto odiar, injuriar e caluniar, termina se transformando numa imagem horrorosa de bruxa. Bruxa daquelas de verruga na ponta do nariz e de um dente só na parte da frente da boca.
Não se engane, amigo leitor, com a falsa imagem da falsa vítima. Aquilo é só casca. O conteúdo fede.

E não tem escrúpulos. Para alcançar sua vingança expõe até os filhos. Nada é mais importante do que seu ódio, sua doença, seu rancor eterno. Se preciso for, leva para o esgoto qualquer um, até o fruto do seu bucho purulento.
Triste do homem ou da mulher que se aproxima de um animal desses. Cai nas suas redes por engano e será obrigado a carpir o castigo por séculos sem fim, amém.

Portanto, amigo, amiga, se por acaso aportar na sua vida uma falsa vítima, faça viga, grite Xô Satanás, reze três Pai Nossos, uma novena inteira e corra, corra sem olhar pra trás e se livre dessa peste.