Após assumir o senado como presidente interino, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) está tentando aprovar a reforma trabalhista e em contrapartida o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (PMDB), é contra a reforma. Cunha Lima havia despachado para que a reforma passasse apenas pelas comissões de Assuntos Econômicos e de Assuntos Sociais, porém isso provocou questionamentos dos oposicionistas.

Conhecido publicamente como opositor ao governo do presidente Michel Temer (PMDB) e líder do partido na Casa, Renan Calheiros chegou ao local por volta das 10h. Ele voltou a fazer críticas enfáticas às reformas trabalhista e da Previdência, ambas propostas pelo Planalto, às quais,”na medida do possível, é preciso resistir”.
Calheiros também questionou o ponto do texto que prevê o fim da contribuição sindical obrigatória e o impacto no Sistema S, que recebe contribuições advindas dessa fonte.

“Essa reforma parece incoerente, porque na medida em que ela acaba com a contribuição sindical dos trabalhadores, ela mantém o sistema S em funcionamento com a sua contribuição. Essas coisas precisam ser respondidas”, disse.

A expectativa de Cássio é de que a tramitação da nova lei leve de 30 a 60 dias. “Há muita resistência política e, sobretudo, ideológica, e esse tempo de discussão no Senado será suficiente para tranquilizar o trabalhador brasileiro, que foi vítima mais uma vez de um terrível terrorismo”, afirmou.
Relator

A primeira comissão que vai analisar a reforma trabalhista é a de Assuntos Econômicos. Hoje, o presidente do colegiado, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), nomeou o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) relator da matéria na comissão.
Ainda não há definição sobre quem serão os relatores na CCJ e na Comissão de Assuntos Sociais.

Cássio até que tentou peitar o Líder Alagoano, mas percebeu que o melhor é recuar, já que não possui força política pra derrotar Renan.

Fonte: Blog do Diego Lima