Após condenação do ex-deputado, nessa quinta-feira (30), aumentam as possibilidades de ele fechar acordo de delação premiada
Fontes ligadas a Eduardo Cunha afirmam que, preso e com os bens bloqueados, ele está cobrando dívidas antigas de alguns colegas. O ex-deputado está na sede da Polícia Federal, em Curitiba, desde outubro de 2016, depois de perder o foro privilegiado.
Nessa quinta-feira (30), foi condenado pelo juiz Sérgio Moro, pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão fraudulenta de divisas, a 15 anos e quatro meses de prisão. 
Cunha é acusado de receber propina de US$ 1,5 milhão em um negócio da Petrobras em Benin, na África.
Com a decisão, aumentam também as chances de o ex-deputado fechar um acordo de delação premiada. A decisão depende de habeas corpus que será julgado em breve pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Caso lhe seja negado o benefício, é bem possível que ele resolva prestar depoimentos à Lava Jato e contar o que sabe.
Além desses fatores, após a divulgação da sentença, advogados do ex-deputado questionaram a rapidez com que Moro julgou o réu. De acordo com a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, a defesa alega que, em apenas 43 horas, o juiz conseguiu ler 290 páginas com alegações do réu e da acusação, presidir duas audiências, redigir um despacho e, ainda, a sentença condenatória de 89 folhas.
Fonte: noticiasaominuto