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Na semana que passou, a força-tarefa da Operação Lava Jato completou três anos. De lá para cá, foram 38 fases, 198 prisões, sendo que 23 seguem na cadeia, R$ 10,3 bilhões recuperados aos cofres públicos, 127 acordos de delação premiada, 260 inquéritos policiais instaurados, quatro mil policiais federais envolvidos e 30 procuradores da República dedicados exclusivamente aos casos. Gaúcha de Ijuí, a procuradora Jerusa Burmann Viecili está entre os integrantes da força-tarefa. Ressalta que diante dos últimos acordos fechados com executivos e ex-executivos da construtora Odebrecht, não há estimativa de prazo para conclusão dos trabalhos.

“A quantidade de provas que se tem, daria para fazer umas três Lava Jato”, destaca.

A procuradora lembra que de nada adianta o esforço dos procuradores e policiais, se os resultados não aparecerem de forma prática.

“Precisamos passar para a sociedade que a corrupção não vale a pena. Combate à combate tem que valer para todos. A corrupção tem raízes profundas e grandes galhos que abraçam grande número de órgãos públicos”, afirma.

Jerusa destaca que a Operação Lava Jato está no auge, mas diz que pouca coisa mudou.

“A Lava Jato fez um retrato da corrupção profunda no país. Mas é muito pouco diante de tudo que tem que ser feito”.

Diante dos números impressionantes e da repercussão mundial dos trabalhos do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, admite que “ninguém imaginava que tomaria essa proporção”.

Sobre a rotina de trabalho, Jerusa conta que os procuradores trabalham em dupla ou trio. Mas que muitos dos fatos se entrelaçam e precisam ser divididos com mais gente. A divisão também é por empresas envolvidas no esquema e/ou fatos. Sobre o movimento político para anistiar o caixa 2, sustenta que trata-se de uma discussão falsa.

“Na verdade, o que se pretende é uma anistia ampla aos delitos de corrupção e de lavagem de dinheiro que foram praticados”, reforça.

Fonte: FOLHA POLÍTICA