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A retomada econômica brasileira ainda segue longe de acontecer no governo de Michel Temer; depois de dois meses de recontratações, a indústria voltou a demitir em outubro, pressionando o saldo negativo do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged); segundo estimativas de consultorias e instituições financeiras, o setor formal cortou 91,7 mil vagas no período; as projeções para o dado, que será divulgado hoje pelo Ministério do Trabalho, variam de -71,4 mil a -113,8 mil; para o número fechado do ano, estimativa indica fechamento de 1,32 milhão de postos com carteira assinada no país, nível ainda próximo do observado em 2015: 1,6 milhão.

A retomada econômica brasileira ainda segue longe de acontecer no governo de Michel Temer. Depois de dois meses de recontratações, a indústria voltou a demitir em outubro, pressionando o saldo negativo do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Segundo estimativas de consultorias e instituições financeiras, o setor formal cortou 91,7 mil vagas no período.

As projeções para o dado que será divulgado nesta quinta-feira 24 pelo Ministério do Trabalho variam de -71,4 mil a -113,8 mil. Para o número fechado do ano, a média de oito estimativas indica fechamento de 1,32 milhão de postos com carteira assinada no país, nível ainda próximo do observado em 2015, 1,6 milhão, de acordo com reportagem do Valor Econômico.

Para Bruno Ottonim, economista do Ibre-FGV, a expectativa é reforçada pelo indicador coincidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O indicador mostrou redução de 6,5 mil vagas na passagem de setembro para outubro no Estado. “O número da Fiesp ainda cai fortemente [em outubro]. A indústria deve deixar de contribuir positivamente”, diz ele, que espera fechamento total de 85 mil vagas.

Já o economista da LCA Consultores Fabio Romão estima 6,3 mil cortes no setor, ritmo menos intenso do que em outubro do ano passado, quando houve 51,3 mil demissões líquidas na indústria.

Ainda de acordo com a LCA, os serviços também desacelerariam o ritmo de perdas, com 15,2 mil cortes (ante 46,8 mil em outubro de 2015), o comércio registraria 11 mil contratações líquidas, depois de demitir 4,3 mil no mesmo mês do ano passado, e a construção civil seguiria ainda bastante negativa, com 37 mil cortes, depois dos 49,8 mil de outubro de 2015.