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Após diligências e investigações, a Polícia Civil da Paraíba está mais próxima de elucidar a morte de Vivianny Crisley. Os acusados do crime foram apresentados em coletiva realizada na manhã desta sexta-feira (25), na Central de Polícia.

O delegado de Crimes contra a Pessoa (Homicídios) da capital, Reinaldo Nóbrega, afirmou que houve um confronto dos interrogatórios dos acusados, que levou a polícia a chegar perto da elucidação do caso. “Conseguimos avançar nas investigações através do interrogatório dos dois presos no Rio, eles narraram a mesma história praticamente”, pontuou.

De acordo com o depoimento de Alex, preso ainda na Paraíba, ele não teria participado do crime. Versão que foi rechaçada a partir do depoimento dos acusados capturados no Rio de Janeiro.

Segundo a versão de Juninho e Bebé, presos no Rio de Janeiro, os três saíram da casa de shows no bairro dos Bancários, acompanhados de Vivianny, e procuraram um lugar para continuar bebendo.

Não encontrando, seguiram em direção a cidade de Bayeux. Ao pararem em um posto de combustível, Juninho que dirigia o veículo, entregou as chaves para Alex, que seguiu com a vítima e os outros dois acusados em direção à Santa Rita.

Em determinado ponto, Juninho e Alex adentram a uma residência enquanto Bebé e Vivianny permanecem no veículo. A vítima estaria assustada, agitada e pedindo para eles a levarem para a casa.

Juninho e Alex teriam então saído da residência portando chaves de fenda e começaram a golpear a vítima ainda dentro do carro. A fim de que ela parasse de gritar.

Ainda de acordo com os depoimentos ao perceberem que a vítima estava agonizando, os acusados, para se livram do corpo, levaram Vivianny até a mata onde foi encontrada, quando um dos acusado teria lançado sobre o corpo da vítima um pneu com gasolina e ateado fogo.

Segundo os acusados a motivação do crime teria sido por ela estar agitada e pedindo para ir para a casa. “Os três são unânimes em afirmar que ela estava pedindo para ir pra casa, eles se revoltaram e começaram a atacá-la”, disse o delegado.

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O quarto envolvido

A polícia conseguiu chegar ao veículo usado no dia do crime. Tratava-se de um carro roubado. O proprietário do veículo foi localizado e Alex foi reconhecido como autor do roubo.

A morte de Vivviany ocorreu na madrugada de sexta-feira. No sábado, Alex teria ateado fogo no veículo com a ajuda de um outro elemento em uma localidade afastada nas proximidades de Tibiri.

A prisão temporária do quarto elemento foi pedida, ele seria apontado por Alex como um dos possíveis ajudantes a atear fogo no carro.

O caso

Vivianny foi morta após sair com os acusados de uma casa de shows da capital. Após dias desaparecida, o corpo da jovem foi localizado entre os municípios de Bayeux e Santa Rita, região metropolitana de João Pessoa.

Exames de DNA foram realizados, já que o corpo foi encontrado em estado de “esqueletização”, e confirmaram se tratar mesmo dos restos mortais de Vivianny.

O velório e sepultamento da jovem foram marcados pela revolta e comoção de familiares e amigos.

Repercussão

Nesta terça-feira o caso repercutiu em Rede Nacional no programa policial “Cidade Alerta”, comandado por Marcelo Rezende na Record TV.

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Créditos: Polêmica Paraíba